Très Chic

Tuesday, May 16, 2006

Genuína obra prima

Com autoria de Dan Brown, O Código da Vinci é um grande sucesso, que já foi traduzido para 42 países, e teve mais de 15 milhões de exemplares vendidos. O escritor inicia a história com um intrigante assassinato, e é a partir desse acontecimento, que a trama, bastante polêmica, se desenvolve. O morto em questão é o curador do museu do Louvre, que guardava o segredo do Santo Graal e de mensagens cifradas sobre o mesmo assunto. Essas mensagens enigmáticas estariam contidas nas obras de um célebre artista, ninguém menos que Leonardo Da Vinci.
Brown contesta várias versões (ou verdades, dependendo do ponto de vista) defendidas pela Igreja Católica. Uma delas é em relação ao Santo Graal, que de acordo com o autor, seria uma pessoa, e não um objeto. Ou seja, o fato de ser considerado um cálice seria, na verdade, uma metáfora para um útero – que teria supostamente sido fecundado por Jesus. Esse útero conteria a linhagem do sangue de Jesus, e a “dona” desse útero seria Maria Madalena. Também é afirmado no livro que, a verdade, por ser escrita pelos vencedores, não nos dá garantias do que realmente aconteceu na vida de Jesus. Certamente ele existiu, mas a verdadeira história sobre sua vida e informações como o local de nascimento e aparência física ainda são um mistério.
Para o escritor, Da Vinci supostamente teria conhecimento de toda a verdade, mas era coibido de falar sobre esse assunto. Portanto, ele teria deixado pistas sobre esse segredo em suas pinturas, para aqueles que possuem olhos então as perceberem. A principal pintura é a Última Ceia, obra de arte na qual é retratado o momento em que Jesus anuncia para seus discípulos que, além de saber que será traído, sabe quem é o tal traidor.
Eis a visão do escritor para a respectiva obra-de-arte: o Graal estaria ao lado de Jesus, e no lugar onde deveria estar sentado o apóstolo João, encontra-se Maria Madalena. Porém, se observarmos com a devida atenção, iremos perceber que o indivíduo situado ao lado de Jesus possui feições femininas, e também, que as cores de suas vestimentas correspondem exatamente ao inverso das cores que trajam Jesus.
Outra imagem a ser notada é que esses dois personagens estão unidos pelas mãos, com suas cabeças afastadas, resultando em um notável V – que corresponde exatamente ao símbolo do cálice (do feminino). Enquanto todos os discípulos estão gesticulando, espantados, “discutindo”, Jesus e a hipotética Madalena mantém uma fisionomia serena, dando a impressão de que estão isentos aos acontecimentos. A mão “avulsa” que empunha a adaga também é um ponto relevante, tratada no livro como um simbolismo para o fato de que Madalena havia sido extinguida dos Evangelhos.
Sejam precisões da realidade, ou meras presunções fictícias de Dan Brown, nos resta esperar para ver se a versão da sétima arte, que poderá ser conferida nas telonas a partir da próxima sexta-feira, dia 19, fará jus ao êxito da versão escrita. Uma coisa é certa: renderá consideráveis cifrões para a indústria cinematográfica. Mesmo sob os impetuosos protestos da Igreja Católica, que só beneficiarão ainda mais toda a publicidade em torno do filme. Afinal, a fórmula polêmica + mega produção é = a sucesso garantido.

Tuesday, May 09, 2006

Tuesday, April 25, 2006

Mal (ou bem) necessário

Em Cultura da Interface, Steven Johnson inicia o texto explicando como era a fase pré-computador, concluindo que as pessoas conseguiam viver sem o mesmo porque, na verdade, não tinham consciência do que lhes faltava. Outro ponto interessante é o fato de como o computador mudou nossa maneira de escrever, de conceber as frases e a rapidez com que essa técnica pode ser realizada.
A revolução digital também provocou uma grande transformação no próprio processo de escrita, pois além de facilitar, também influencia na própria natureza do que se escreve. Outra questão abordada é sobre a revolução da interface gráfica e como isso está inserido em nossas vidas: “agora compreendemos intuitivamente que metáforas visuais – todos aqueles ícones cintilantes e padrões de desktop e menus suspensos – têm uma função cognitiva importante e cada vez mais indispensável”, elucida o autor.
Sem dúvida, uma das grandes capacidades, “quase humana”, do computador é a de triturar números, transformando-os em estatísticas. Com isso, vários “mistérios” são solucionados, como os citados no texto - estudo sobre Shakespeare o descobrimento do autor de Primary Colors - exemplos que ocupam uma boa quantidade de páginas.
Por fim, é idealizado o feito mais significativo de um computador:um controle maior viabilizado através de um sistema semântico de arquivos, que delega ria ao computador mais controle sobre a organização de nossos dados. Com isso, a máquina teria a capacidade de tomar decisões críticas, fazendo julgamentos que seres humanos seriam mais capacitados a praticar. Certamente, uma leitura que nos faz refletir sobre até que ponto a “autonomia” da tecnologia é um grande impulso ou simplesmente um mero atraso...

Virtualidades

Pierre Lévy inicia o texto O que é Virtual? tratando sobre a virtualização do corpo: “Como a das informações, dos conhecimentos, da economia e da sociedade, a virtualização dos corpos que experimentamos hoje é uma nova etapa na aventura de autocriação que sustenta a nossa espécie”. Outro ponto tratado é em relação a percepção, que é externalizada através dos meios de comunicação – exemplificado com o telefone para a audição, a televisão para a visão – no qual o autor afirma que os mesmos virtualizam os sentidos.
Já os sistemas de realidade virtual transmitem muito além das imagens, ou seja, uma quase presença. Ao ser virtualizada, a pele se torna penetrável, e o organismo pode ser revolto. É possível que o interior seja passado ao exterior, sem que tenha que sair de dentro para isso. Esse processo também ocorre em relação aos esportes onde existam práticas de queda ou deslizamento, pois o corpo sai de si, adquire novas velocidades e conquista novos espaços.
Lévy também aborda a virtualização no texto, pois ao iterpretarmos uma leitura, estamos atualizando a mesma. As passagens do textos mantêm entre si uma correspondência virtual, que modernizamos de um jeito ou de outro, seguindo ou não as instruções do autor. “O texto serve aqui de vetor, de suporte ou de pretexto à atualização de nosso próprio espaço mental”, ressalta o autor.
De fato, um pensamento se atualiza em um texto, e um texto, em uma leitura (interpretação). A hipertextualização multiplica as circunstâncias de produção de sentido e permite melhorar consideravelmente a leitura. O hipertexto, hipermídia ou multimídia interativo levam a um processo de artificialização da leitura. Se ler consiste em selecionar, então os dispositivos hipertextuais constituem uma espécie de objetivação, de exteriorização, de virtualização nos processos de leitura.
Por fim, conclui-se que o navegador possui a capacidade de participar da redação e da edição daquilo que ele está lendo. Também há destaque para a mistura de noções de unidade, identidade e localização através do ciberespaço, no qual qualquer ponto é diretamente acessável a partir de qualquer outro. Para o autor, os dispositivos hipertextuais nas redes digitais desterritorializaram o texto.
No encerramento, Pierre Lévy diz que o texto e a leitura receberam um novo impulso, graças à digitalização, mas, ao mesmo tempo, uma profunda mutação. E mais: como se a virtualização contemporânea realizasse a elaboração do texto, e finaliza: “É como se acabássemos de inventar uma nova escrita”. Embora eu não concorde, é uma bela teoria!

Tuesday, April 18, 2006

Oi Daniel! Eu (Joana Faillace), o Alexandre Viégas e a Monique Antunes vamos fazer juntos o trabalho. Escolhemos o tema Medicinas Alternativas, e estamos pensando em desenvolver o conteúdo com fotos, entrevistas e pesquisa.

Tuesday, March 28, 2006

Eleições no Iraque, conflito de informações no Brasil.Interessante a forma de divulgar a mesma notícia em diversos veículos. Pois bem, as eleições no Iraque foram analisadas. Sabemos que o partido Kadima foi o vencedor das eleições, que foi fundado por Ariel Sharon e que houve tumulto após a divulgação do resultado. Porém, ao analisar "seu site de informações favorito" você pode receber uma infomação tendenciosa, incompleta ou até desatualizada.A onda da internet diz que o jornalismo neste veículo deve estar sempre atualizada e de preferência atualizada minuto a minuto, mas alguns veículos agem como jornais impresso, ou seja, é essa notícia ou nada.A seção mundo do portal ig postou a última notícia sobre as eleições no Iraque às 19h13 (site analisado pelo úiltima vez às 20h49). Seus texto comporta-se como um texto de jornal, possui, inclusive, lead. No entanto, chegar até a reportagem analisada é fácil, na capa do site a seção mundo e nesta seção a principal informação é esta repostagem. O texto poderia ser completo, no entanto não sabemos qual a porcentagem de votos e como funcionam as eleições no Iraque. Será voto no papelzinho ainda? Não sei. Recorrerei a outra site. Ao menos há um link para seção de fotos.A Folha on line foi atualizada às 17h11, talvez para dar o "furo" publicou que a boca de urna apontava para a vitória do Kadima. Boca de urna feita por quem? e depois, o Kadima ganhou ou não? recorra a outro site, pois a Folha se contentou apenas com essa. O editor foi embora às 18h e não conferiu o andamento das "coisas". O texto pode até não ser tão completo assim, há serviço, ou seja, explica até de que horas a que horas os 8.000 postos ficaram abertos. Te interessa isto? Eu, particularmente, preferia saber se o Kadima ganhou ou não!A seção mundo do portal Terra foi atualizada às 17h14 (3 minutos após a Folha) e, vejam isso!, já sabe que o Kadima é o partidor vencedor das eleições. O texto está bem escrito, sabemos, através dele, quem era os outros concorrentes e seus formadores e até quantos eleitores votaram. 10 para agência EFE. Nem todo mundo é perfeito, certo?Mas vejam só! Nossa grandiosa Globo, tem uma "graaande" reportagem de 3 linhas, postada às 19h21. Quem recebeu a matéria estava com muita pressa mesmo! Não há quem ganhou, apenas o indíce de comparecimento nas urnas. Complicado, não?Fico com o meu jornal todos os dias pela manhã ou sigo procurando a notícia mais completa?E eu que admiro tanto a internet e suas tecnologias, envergonhei-me da minha preferência, mas sigo defendendo o meu jornal do futuro.

Análise dos sites de notícia

A editoria por mim escolhida foi a de Ciência. Resolvi analisar uma notícia que atualmente está sendo muito comentada : sobre a viagem do astronauta brasileiro, Marcos Pontes, à Estação Espacial Internacional (ISS). Na página do portal Terra, a notícia é realçada com uma foto da nave, e o texto sob um fundo preto acaba ganhando um maior destaque. A Folha, por sua vez, colocou a notícia sem foto, mas um outro artifício faz as vezes de chamar a atenção: o nome do enviado especial. Já o IG, também sem foto, inova com um lead introduzindo o texto. E finalmente a Globo, que dá a notícia com um texto sem foto, porém bastante completo.
Em relação aos títulos, Terra, Globo e Folha dão enfoque para a nave e somente o IG dá relevância ao piloto. No quesito texto, o mais completo é o da Folha, com bastante detalhes. Em segundo lugar vem o da Globo, descrevendo nave, lançamento e missão, seguido pelo IG, com um texto médio, onde há uma breve retrospectiva e particularidades da vida do piloto. O texto mais "enxugado" pertence a página do Terra, que utiliza a mesma fonte do Globo para compor a matéria: o porta-voz da Agência Espacial Russa. O IG utiliza O Estado de S. Paulo como fonte, e a Folha, como já foi dito, têm em seu enviado especial a base de todas as informações.
A primeira notícia que pode ser lida foi a do site da Globo, publicada ás 5h08min. IG e Folha disponibilizaram as informações por volta das 9 horas e Terra foi o último a noticiar, as 10h03min. O que podemos observar, é que os quatro sites trataram do mesmo assunto, só que de formas diferentes, seja na parte visual, ou no conteúdo em si. Com textos longos ou curtos, todos conseguiram responder as seis perguntas do lead.

Blogs da Sétima Arte


Blogs da Sétima Arte

Com o foco totalmente direcionado ao cinema, os blogs sobre filmes possuem o papel de informar aos amantes da sétima arte sobre tudo o que estiver relacionado às telonas. Constantemente atualizados por cinéfilos, os respectivos blogs oferecem dicas de filmes, lançamentos, comentários, fotos, críticas, avaliações, listas dos melhores e piores, curiosidades e muito mais.
Quem acessar o thebridge.blogger.com.br poderá conferir listas com os melhores e piores de 2006, sínteses dos filmes, críticas, elenco e roteiro, além do grau de avaliação dos filmes (que vai de obra prima à péssimo). Seguindo a mesma linha, o www.filmesdochico.blogspot.com, também oferece arquivos e links dos filmes que foram comentados. Tratando do mesmo assunto, mas visualmente diferente, o blog cinéfilos.interativo.org é feito por um grupo de amigos, onde cada amigo comenta sobre um filme diferente. Outra diversidade é que nesse blog não aparecem fotos dos filmes.
Com uma finalidade um pouco diferente dos outros blogs que tratam de cinema, o
www.estragafilmes.blogger.com.br literalmente faz o que está contido no seu próprio nome: destrói qualquer expectativa, pois conta os finais dos filmes. Apesar de esse blog parecer não-idôneo, ele possui algumas qualidades que compensam a “sacanagem”, trazendo curiosidades sobre as gravações e as listas com os vencedores do Oscar e do Framboesa de Ouro. Independentemente da função, o fato é que os blogs fornecem comentários com a mesma eficiência que os jornais ou as revistas. O diferencial está na rapidez com que essas informações podem chegar aos seus receptores.

Blogs de Estrelas


Blogs de Estrelas

Atualmente, celebridade que se preze tem que ter um blog. É considerado blog, qualquer registro freqüente de informações, como por exemplo, as últimas notícias de um jornal on-line. Mas, quando se trata de famosos, eles irão aparecer em forma de diário. Com uma ampla variedade, encontramos na Internet diferentes gêneros desse tipo de blog, como por exemplo, de atrizes, músicos, bandas, anônimos que se tornam famosos às custas de outros famosos, até mesmo de programas de tvs que debocham de celebridades, entre outros.
Na categoria atrizes, um dos blogs mais acessados e polêmicos é o de Luana Piovani. Além de falar sobre projetos e carreira, a atriz também faz comentários sobre outros famosos, que geralmente ganham repercussão nacional devido ao conteúdo (“alfinetado”) dos mesmos. Outro blog também muito visitado é o de Fernanda Lima. Com uma proposta diferente, a atriz fala sobre si sem muita badalação, e mantém o foco em livros, filmes e poesias. Já no quesito música, um dos mais procurados é o da banda carioca Detonautas Roque Clube. No blog, os fãs encontram fotos de shows e comentários dos músicos sobre shows realizados, futuros shows e clipes. Seguindo a mesma linha, o músico Léo Jaime também utiliza seu blog para se comunicar com seus fãs.
Sem dúvida, um blog bastante peculiar é o do vizinho do ex-deputado Roberto Jefferson. Desenvolvido por um “cidadão indignado” (como o próprio se intitula) o blog funcionou como uma espécie de espião do ex-político, contando tudo o que se passava com ele durante as CPIs. Por fim, no grupo “pegando no pé das celebridades” podemos citar o blog do Programa Pânico, onde a audiência se dá graças as confusões escrachadas que os apresentadores do programa fazem às celebridades. A tendência é que, devido a rapidez com que as informações podem ser atualizadas, esta nova forma de comunicação que rompe barreiras entre diferentes mundos se torne cada vez mais presente na vida das pessoas, sejam elas famosas ou apenas ilustres desconhecidos.